Automatizando o toString() versão 1.0.1
É comum sobrescrever o método toString() da classe Object, facilita em situações como quando é necessário saber o conteúdo de um Bean, por exemplo. Sobretudo, reescrever este método poderá ser trabalhoso se você tem muitos atributos e cansativo, se você o fizer para todos os seu beans.
Pensando nisso resolvi criar uma classe útil que mostre todos os atributos Privates da sua classe juntamente com seus respectivos valores. Veja o código abaixo, em um bean eu reescrevi o método toString() fazendo um looping em todos os atributos:
public class Equipamento implements Serializable {
private String modelo;
private String marca;
private String descricao;
private Date fabricacao;
/*** getters/setters ocultados **/
public String toString(){
StringBuffer b = new StringBuffer();
// Obtem todos os atributos da classe
Field[] fields = this.getClass().getDeclaredFields();
b.append( this.getClass().getName() );
b.append( " { \n" );
for (int i = 0; i < fields.length; i++) {
try {
Field field = fields[i];
b.append( field.getName() );
b.append( " = " );
b.append( field.get(this) );
b.append("\n");
} catch (IllegalArgumentException e) {
e.printStackTrace();
} catch (IllegalAccessException e) {
e.printStackTrace();
}
}
b.append( " } " );
return b.toString();
}
}
A reescrita do método acima resolve parcialmente o nosso problema, além de não atender aos tipos de dados complexos, você terá que fazer o famoso copy-paste para todas as classes que forem implementa-lo.
Voltamos então para nossa idéia inicial, então criaremos uma classe útil para que a automatização do toString(), sendo assim, qualquer classe poderá utiliza-la. Saiba que não iremos ter acesso aos atributos assinados com o modificador Private da classe que deseja utilizar o toString customizado, para resolver tal problema utilizaremos os Métodos públicos, ignorando os métodos da classe Object e aproveitando apenas os métodos acessores.
public final class ToStringUtil{
/*** ocultado ***/
public static String getText(Object object){
StringBuffer buffer = new StringBuffer("");
Method[] methods = object.getClass().getMethods();
for( Method method : methods ){
//
// verifica se o método é um Getter de attributo da classe
//
if( isGetterFieldMethod(method, object.getClass()) ){
buffer.append( getResumeNameMethod( method.getName() ) );
buffer.append(" = ");
buffer.append( getMethodReturnValue(object, method) );
buffer.append( NEW_LINE );
}
}// for each end
return buffer.toString();
}
/*** ocultado ***/
}
Esta versão ainda continua com o problema de tipos complexos, assim que eu for melhorando vou disponibilizar por aqui.
Download
Versão completa ToStringUtil 1.0.1.
Referência
Reflection
Lendo seus e-mails com Java
Lembro de um camarada me dizendo: “Fiz um browser em Java com menos de 20 linhas de código” – Acredite, era verdade! Okay! Okay! Sem recurso nenhum básicamente, apenas a barra de endereços, mas e daí? Assim como esse meu amigo, provavelmente você já tem aquela classe para envio de e-mails guardada na manga, muito útil naqueles dias em que seu chefe pressiona: “É pra ontem!”
Mas… você já tentou montar seu cliente de email? “Pra quê, cara? Eu uso o Gmail” – você irônicamente me responderia, e na tréplica eu diria: Ué! Pra quê o Gmail, se você pode fazer melhor meu rapaz! (sarcástico, não?) Mãos a obra!
O pacote javax.mail.* fornece uma série de recursos para protocolos de internet, utilizando-o como uma receita de bolo o sucesso é garantido. Basicamente vamos criar um programa que monitore a caixa de entrada de um determinado endereço POP3.
Coloque os dados de acesso ao mail em um arquivo config.properties, assim:
pop.hst=pop.lucianosilva.com.br pop.usr=boss@lucianosilva.com.br pop.pwd=ABC123#XYZ
A classe abaixo se encarregará de obter estes dados de conexão:
public class PropertiesMail extends Properties{
private static final String ARQUIVO_CONFIGURACAO = "C:\\config.properties";
public PropertiesMail(){
try{
FileInputStream file = new FileInputStream( ARQUIVO_CONFIGURACAO);
this.load( file );
}catch(IOException e){
e.printStackTrace();
}
}
public String getHost(){
return this.getProperty("pop.hst");
}
public String getAccountUser(){
return this.getProperty("pop.usr");
}
public String getAccountPassword(){
return this.getProperty("pop.pwd");
}
}
Agora, a caixa de correios. Veja que o processo abaixo básicamente segue um roteiro, mas é óbvio que isto é feito apenas para a leitura.
public class Inbox{
public Inbox(){
try {
init();
} catch (MessagingException e) {
e.printStackTrace();
} catch (IOException e) {
e.printStackTrace();
}
}
private void init() throws MessagingException, IOException{
// Instância das Propriedades de Conexão
PropertiesMail ppm = new PropertiesMail();
// Seta o endereço do host
Properties pp = System.getProperties();
pp.put("mail.pop3.host", ppm.getHost());
// Se o servidor exigir autenticação segura
Authenticator auth = new PopAuthentication();
Session session = Session.getDefaultInstance(pp, auth);
Store store = session.getStore("pop3");
// Dados básicos de conexão
store.connect(ppm.getHost(), ppm.getAccountUser(), ppm.getAccountPassword());
// Obtem o diretório (INBOX)
Folder folder = store.getFolder("INBOX");
folder.open(Folder.READ_ONLY);
// ler as mensagens do diretório
Message message[] = folder.getMessages();
processMessage(message);
// Close connection
folder.close(false);
store.close();
}
private void processMessage( Message[] message ) throws MessagingException, IOException{
if( message == null || message.length==0 ){
System.out.println("Nenhuma mensagem encontrada");
}else{
for (int i=0, n=message.length; i
System.out.println(i + ": " + message[i].getFrom()[0] + "\t" + message[i].getSubject());
String content = message[i].getContent().toString();
System.out.print(content);
}// for end
}
}
public static void main(String[] args){
Inbox inbox = new Inbox();
}
}
Muito fácil não? Mas este é um exemplo simples mesmo, saiba que é possível fazer todo o controle de um cliente de e-mail não só Ler, como Escrever, Apagar, Mover, etc.
Downloads
Projeto utilizado para este post.
JavaMail API
Veja mais sobre JavaMail
JavaMail API
jGuru: Fundamentals of the JavaMail API
WebMail in Java: Reading E-mail
Have a fun!
Apresentando o BPEL com o Adapter File
A solução da Oracle para o conceito de arquitetura de serviços SOA, conhecida como Oracle SOA Suite, disponibiliza um pacote com diversos recursos para organização, orquestração, segurança e integração. Para este último posso destacar o Business Process Execution Language, BPEL, que integrado ao JDeveloper é uma excelente ferramenta de trabalho, fácil, simples e com alguns recursos (adapters) pré-compilados que auxiliam.
O BPEL é uma linguagem que descrita em XML, que básicamente é utilizada para desenhar processo de negócio seguindo como base o BPM, destaca-se pela simplicidade da criação de um processo e pela amigável interface, proporcionando uma sensação agradável no momento do design. O utilizador de BPEL não necessita de conhecimentos em linguagem de programação, porém, o programador poderá obter mais recursos da ferramenta.
Para apresentar o BPEL escolhi algo um pouco mais além do famoso “Hello Word”, vamos trabalhar em um cenário de integração de softwares, aonde o legado irá disponibilizar um arquivo TXT no padrão CVS posicional diáriamente, o processo deverá interpretar o conteúdo deste arquivo e gravar no banco.
Pré-Requisitos
JDeveloper 10.1.3.4 (com suporte a SOA).
SOA Suite 10.1.3.1.0 (Com Windows Vista, talvez vc tenha problemas, baixe o patch).
MySQL.
Parte 1 – Criando o Projeto
Crie um projeto do tipo BPEL Project em File -> New -> Projects -> BPEL Process Project (certifique-se de que está filtrando por todas as tecnologias). Em seguida, dê um nome ao projeto e na opção template opte por Empty BPEL Process.
Parte 2 – Usando o Adapter File
O Adapter File é um recurso do BPEL para manipulação de arquivos, oferece três opções Leitura, Escrita e Sincronização (Read, Writer e Synchronous Read), além dele existe o Adapter FTP (autoexplicativo), porém iremos falar sobre ele depois. Continuando com nosso projeto, vamos utiliza a opção Read para o arquivo texto que estará disponível no diretório c:\interface_dir, haverá um pooling a cada 1 minuto, obviamente que isto é apenas para testes você deve adequar o intervalo de tempo de acordo com sua necessidade, veja a seguir o passo-a-passo do Adapter File.
Veja aqui os screenshot do passo-a-passo para configurar o File Adapter.
Até este passo fizemos apenas configurações básicas da funcionalidade do Adapter, porém, agora é necessário definir um o mapeamento das colunas posicional (fixo), utililzando um Schema XSD, veja a seguir como é simples:
Screenshots para criar o Schema XSD.
Parte 3 – Criando o Adapter Database
Crie um banco de dados no MySQL ou em qualquer outro SGDB, em seguida crie a tabela pais que irá receber os dados contidos no arquivo texto. Antes de utilizar o Adapter Database certifique-se que sua conexão com o banco está feita pelo JDeveloper, ela será necessária para os passos a seguir, portando vá até a aba Connection, se não existir crie-a.
Com a tabela criada e a conexão feita, agora vamos utilizar o componente Database Adapter que será o responsável por executar instruções SQL. Os passos aqui são tão simples quanto a criação da conexão, porém, é importante destacar que no Passo 4 escolha a opção Execute Custom SQL, e no quinto e último passo coloque a instrução de inserção da tabela pais, não se preocupe com o XSD ele será criado automáticamente, veja como fica:
Passo 4 – While e Variáveis
Para cada campo do arquivo TXT, mapeado pelo Schema XSD, devemos criar uma variável que irá armazenar o valor dos campos, então vá até a aba Structure e crie as variáveis.
Depois de todas as variáveis criadas precisamos associa-las aos campos do XSD e inicializa-las, mas para isto devo esclarecer uma coisa, sabemos que o arquivo texto poderá ter uma ou mais linhas de registro, portanto é necessária uma instrução de repetição. Utilizaremos o componente WHILE, a partir de uma variável contadora (índice).
O While cria um novo escopo aonde devemos arrastar os componentes de assinatura das variáveis e chamada da procedure, ou seja, para cada registro iremos fazer a inicialização da variáveis e a chamada da procedure para gravar no banco de dados, finalizando o nosso processo BPEL.
O processo é simples mas o dominio do ambiente BPEL é excencial, saber criar as variáveis, inicializá-las, passagem de valores, etc. Abaixo está disponível o fonte do projeto criado no JDeveloper.
Clique aqui para baixar o fonte.
Conhecendo a API do Twitter
Incentivado por este post do Blog do Élcio que demonstrou a utilização da API do Twitter no ubuntu de uma maneira muito fácil e simples, então procurei saber um pouco mais sobre ela.
Existem algumas bibliotecas prontas para diversas linguagens, escolhi pela Twitter4j antes de mexer na API do Twitter mesmo, e não me arrependi com algumas poucas linhas de código é possível atualizar seu status e até receber as últimas atualizações, veja como é simples.
import twitter4j.Status;
import twitter4j.Twitter;
import twitter4j.TwitterException;
public class Twittando {
public static void main(String[] args) {
// usuário e senha do twitter
String usr = "lucianosilva";
String pwd = "ABCDEFGHIJKL";
try {
Twitter twitter = new Twitter(usr, pwd);
// atualizando o status do twitter
Status status = twitter.update("Twitter4J, muuito fácil de usar, recomendo!");
System.out.println("Result: " + status.getText() );
} catch (TwitterException e) {
e.printStackTrace();
}
}
}
Não esqueça de fazer o download da biblioteca Twitter4j aqui. E se você for uma pessoa “caprichosa” assim como o Elcio, criaria um UPBox, mas… no meu caso fiz um exemplo mais simples para demonstrar a lista de updates, veja o scriptlet:
<style type="text/css">
#box{
font-family:tahoma,arial;
font-size:10px;
border:1px #000000 solid;
background-color:#ffffff;
width: 300px;
height: 400px;
overflow: auto;
}
</style>
...
<div id="box">
<%
Twitter twitter = new Twitter();
twitter.setUserId("lucianosilva");
twitter.setPassword("ABCDEFGHIJKL");
ArrayList<status> listUpdates = (ArrayList<status>) twitter.getFriendsTimeline();
for(Status status : listUpdates){
User user = status.getUser();
%>
<p><img src="<%= user.getProfileImageURL() %>" border=2/>
&amp;amp;amp;nbsp;:&amp;amp;amp;nbsp;<%= status.getText() %></p>
<%
}// for each end
%>
</div>
Bacana né? Divirta-se.
Combinando APIs GeoLite City com Google Maps
Hello there!
Maravilha, eu só tinha o IP e então conseguiu saber o País daquele endereço de IP, não satisfeito consegui mais dados sobre ele, então surgiu o Estado, Cidade, Latitude e Longitude, e talvez o CEP, o Código de Área internacional, quem sabe?
É mais uma vez eu não estou satisfeito e agora vou fazer com que estes dados sejam exibidos no mapa, usando o Google Maps API. =) E provarei que é tão fácil quanto foram os outros exemplos.
Nós já sabemos o que ter em “mãos” para API GeoLite.

Já para utilizar o Google Maps API você deve obter uma chave que permitirá fazer as consultas, veja mais aqui. O código descrito abaixo exibira uma mapa simples com alguns markets-point, mas é possível demonstrar o mapa de diversas maneiras, sabia mais.
<?php
require("geoipregionvars.php");
require("geoipcity.inc");
// Obtem o IP
$vIP = $_SERVER['REMOTE_ADDR'];
// Abre o arquivo dat com o banco de dados
$giCity = geoip_open("GeoLiteCity.dat",GEOIP_STANDARD);
echo $vIP;
// obtem o registro do
$record = geoip_record_by_addr($giCity, $vIP);
?>
Perceba que no JavaScript abaixo a url do maps solicita através do parâmetro key o código gerado para sua conta, eu substitui o valor por <COLOQUE-SUA-KEY-AQUI>.
<!DOCTYPE html PUBLIC "-//W3C//DTD XHTML 1.0 Strict//EN"
"http://www.w3.org/TR/xhtml1/DTD/xhtml1-strict.dtd">
<html xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">
<head>
<meta http-equiv="content-type" content="text/html; charset=utf-8"/>
<title>Google Maps JavaScript API Example</title>
<!---// Mude o Key //-->
<script src="http://maps.google.com/maps?file=api&amp;amp;amp;amp;amp;v=2&amp;amp;amp;amp;amp;key=<coloque-SUA-KEY-AQUI>"
type="text/javascript"></script>
<script type="text/javascript">
function initialize() {
if (GBrowserIsCompatible()) {
var map = new GMap2(document.getElementById("mapaGeoIP"));
// ---
// Aqui informamos a Latitude e Longitude do IP
//
map.setCenter(new GLatLng(<?= $record->latitude ?>, <?= $record->longitude ?>), 13);
// Adicionado 10 lugares (markets) randômicos próximo a localidade
var bounds = map.getBounds();
var southWest = bounds.getSouthWest();
var northEast = bounds.getNorthEast();
var lngSpan = northEast.lng() - southWest.lng();
var latSpan = northEast.lat() - southWest.lat();
for (var i = 0; i < 15; i++) {
var point = new GLatLng(southWest.lat() + latSpan * Math.random(),
southWest.lng() + lngSpan * Math.random());
map.addOverlay(new GMarker(point));
}
}
}
</script>
</head>
<body onload="initialize()" onunload="GUnload()">
<div id="mapaGeoIP" style="width: 600px; height: 400px"></div>
</body>
</html>

Este é um exercício muito interessante, veja que legal alterando o endereço de IP, para isto vá ao prompt de comando no Windows e digite, por exemplo:
ping bb.com
ping google.com
ping cnn.com
Namastê.






